| A tireoidite de De Quervain é um processo inflamatório subagudo da tireóide que se caracteriza do ponto de vista clínico pela tríade: bócio doloroso, febre e hipertireoidismo. Também pode ser chamada de tireoidite subaguda não supurada e tireoidite subaguda granulomatosa.
Acredita-se que seja desencadeada por mecanismos imunológicos desencadeados por infecções, provavelmente virais, já que muitos pacientes referem infecções de vias respiratórias antes do quadro e porque o antígeno HLA B35 é comum nesses casos.
A doença cursa com três fases com duração de 6 semanas cada uma. Inicia-se com um quadro de bócio doloroso e hipertireoidismo (destruição glandular), seguida de uma fase de hipotireoidismo transitório (esgotamento da reserva hormonal) e por último a recuperação completa em 85% dos casos. Nos 15% restante pode persistir o hipotireoidismo por destruição glandular.
O quadro da paciente que apresentamos é típico, na Figura 1 mostramos uma visão frontal do pescoço onde pode ser visto um aumento difuso da glândula que era de consistência firme e dolorosa. O motivo de consulta foi uma síndrome febril persistente (2 semanas de evolução). A paciente também teve sintomatologia compatível com hipertireoidismo leve devido a destruição inflamatória da tireóide. Isso pode ser observado na Figura 2 onde podemos perceber a ausência da captação do contraste devida a inflamação glandular. Como referência podemos seguir a mancha negra intensa na base do pescoço , em cujos contornos deveríamos ver a tireóide em condições normais.
A paciente foi tratada com antiinflamatórios e se recuperou sem intercorrências.
Autor:
Juan I. Pérez Calvo
Servicio de Medicina Interna
Hospital Clínico Universitario “Lozano Blesa”
ZARAGOZA
Tradutora: Karina Rinaldo
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