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Clonus aquileo [fevereiro 2008]

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clonus

INFORMAÇAO

A resposta clônica ou clonóide de um reflexo consiste em um exagero extremo da resposta fisiológica. Quando empregamos escalas de graduação – ainda  que imprecisas, são populares – se trataria de uma hiper reflexia de grau 4.

O reflexo aquileo é realizado com o paciente em decúbito supino, e com o músculo flexionado sobre a bacia e a perna flexionada sobre o músculo. O pé é colocado em ligeira hiperextensão e se percute com o martelo de reflexos no tendão de Aquiles. Uma resposta fisiológica consiste na flexão plantar do pé. Em algumas ocasiões a resposta consiste em flexões repetidas facilitadas ao manter uma ligeira hiper extensão forçada.

No vídeo mostramos um modo alternativo de explorar esse reflexo. No lugar de percutir o tendão, provocamos uma brusca hiper extensão do pé sobre a  perna, mantendo ligeiramente a hiper extensão ao final do movimento. Como podemos ver a resposta consiste em múltipas flexões repetidas. Algumas vezes as repetições se esgotam em 6 ou 7 repetições, mas em outras, elas permanecem enquanto mantivermos o pé em hiper extensão.

O significado semiológico é o da lesão da via piramidal, usualmente causado por lesões cerebrais contralaterais (lesão do primeiro neurônio motor). Portanto trata-se de um sinal que ocorrerá no contexto de espasticidade da extremidade, graus maiores ou menores de paralisia e hiper reflexia, sem alterações da sensibilidade. Pode-se obter reflexos clônicos em outras articulações como a patela.

No presente caso trata-se de seqüelas ocasionadas por uma meningite por Lysteria monocytogenes que provocou uma hidrocefalia tetraventricular e lesões extensas e graves no encéfalo. Neste caso a alteração das áreas motoras corticais e/ou a via piramidal em seus núcleos é a responsável. Nas Figs 1 e 2 pode-se ver as extensas lesões do córtex e áreas subcorticais e pode-se comparar com cortes similares de uma TC normal (Fig 3).

Consultar mais informações e perguntas sobre a listeriose em  “imagen del mes” de dezembro 2007.

Autor:

Juan Ignacio Pérez Calvo

Servicio de Medicina Interna
Hospital Clínico Universitario
Zaragoza

Tradutora: Karina Rinaldo

 

 

 
 
Ultima actualización 3 febrero 2008